Vitrectomia (cirurgia de retina)

A vitrectomia é uma das principais cirurgias utilizadas para tratar doenças da retina que podem comprometer a visão e exigir intervenção especializada.

Algumas doenças da retina não podem ser tratadas apenas com medicamentos ou acompanhamento clínico. Em determinadas situações, a cirurgia é o caminho mais indicado para preservar a visão, corrigir alterações estruturais da retina e reduzir o risco de perda visual permanente. A vitrectomia é um dos procedimentos mais importantes da oftalmologia moderna para tratar essas condições com precisão e segurança.

O que é a vitrectomia?

A vitrectomia é uma cirurgia que permite ao especialista acessar o interior do olho para tratar doenças que afetam a retina e o vítreo, uma substância transparente que preenche grande parte da cavidade ocular.

Durante o procedimento, esse gel é removido para que a retina possa ser visualizada e tratada diretamente. Dependendo da condição de cada paciente, outras etapas podem ser realizadas durante a mesma cirurgia para reparar alterações que estejam comprometendo a visão.

A técnica evoluiu significativamente nos últimos anos e hoje é realizada por meio de instrumentos extremamente delicados e incisões muito pequenas.

Quando a vitrectomia é indicada?

A indicação depende da avaliação individual de cada caso, dos sintomas apresentados e dos achados observados nos exames.

A vitrectomia pode ser recomendada para diferentes doenças da retina, entre elas:

Como a cirurgia é realizada?

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, geralmente com anestesia local associada à sedação, proporcionando conforto durante todo o procedimento.

Por meio de pequenas aberturas na parte branca do olho, são introduzidos instrumentos delicados que permitem remover o vítreo e tratar a alteração responsável pelo problema visual.

Dependendo da situação, podem ser realizados procedimentos complementares, como remoção de membranas, fechamento de buracos na retina, tratamento de áreas de tração ou reposicionamento da retina.

Em alguns casos, é necessário utilizar gás ou óleo de silicone no interior do olho para auxiliar na recuperação e cicatrização da retina.

Como é a recuperação?

A recuperação varia de acordo com a doença tratada e com as características de cada paciente.

Nos primeiros dias, podem ser necessários cuidados específicos, uso de colírios e comparecimento às consultas de acompanhamento.

Quando a cirurgia utiliza gás intraocular, o paciente pode receber orientações sobre posicionamento da cabeça durante o período de recuperação. Essas orientações são importantes para favorecer o resultado do tratamento.

A melhora visual costuma acontecer de forma gradual e pode continuar evoluindo ao longo das semanas ou meses seguintes.

Quais são os resultados esperados?

O principal objetivo da vitrectomia é preservar a visão e tratar alterações que poderiam continuar evoluindo caso não fossem abordadas adequadamente.

Os resultados variam conforme a doença tratada, o estágio em que foi diagnosticada e as condições da retina antes da cirurgia.

Por isso, a avaliação individual é fundamental para compreender as expectativas e os benefícios esperados em cada situação.

FAQs

Quanto tempo preciso esperar para voltar às minhas atividades após a vitrectomia?
O tempo de retorno às atividades varia conforme a doença tratada, a técnica utilizada e a evolução da recuperação. Em geral, atividades leves podem ser retomadas conforme orientação do oftalmologista, enquanto exercícios físicos, levantamento de peso e outras atividades de maior esforço costumam exigir um período maior de restrição. O acompanhamento médico é fundamental para indicar o momento mais seguro para cada etapa da recuperação.
Depende. Quando a cirurgia utiliza uma bolha de gás dentro do olho, viagens de avião e deslocamentos para locais de grande altitude devem ser evitados até que o gás seja completamente absorvido. A alteração da pressão atmosférica pode aumentar a pressão intraocular e causar complicações. Caso tenha sido utilizado óleo de silicone, as orientações podem ser diferentes. Por isso, é indispensável seguir as recomendações do cirurgião antes de programar qualquer viagem.
Sim. A visão costuma permanecer embaçada durante o período inicial de recuperação, especialmente quando há gás ou óleo de silicone no interior do olho. A melhora visual acontece de forma gradual e depende não apenas da cicatrização, mas também da doença que motivou a cirurgia e das condições da retina antes do procedimento. Cada paciente apresenta um ritmo de recuperação diferente.
Sim. Em algumas situações, pode ser necessária uma nova cirurgia para tratar a evolução da doença, remover o óleo de silicone utilizado durante o procedimento ou corrigir outras alterações que possam surgir ao longo do acompanhamento. A necessidade de uma nova intervenção depende das características de cada caso e é avaliada individualmente pelo especialista em retina.
Embora a recuperação normalmente ocorra sem intercorrências, sintomas como dor intensa, perda súbita da visão, aumento importante da vermelhidão, secreção ou aparecimento repentino de novos flashes e manchas devem ser comunicados imediatamente ao oftalmologista. O reconhecimento precoce de possíveis complicações é importante para preservar a saúde ocular e a visão.
A cirurgia tem como objetivo corrigir ou controlar a alteração que está comprometendo a retina, mas algumas doenças exigem acompanhamento contínuo mesmo após o procedimento. Dependendo do diagnóstico, podem ser necessários exames periódicos e, em alguns casos, tratamentos complementares para manter a retina saudável e reduzir o risco de novas complicações.

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CRM SC 12289 | RQE 6098 — Especialista em Retina e Catarata (USP)